quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Pensamentos

Os nossos pensamentos, maus ou bons, sucumbem connosco se não os partilharmos. E há sempre inovação ou criatividade no que se expressa e partilha refletida e abertamente. Uma série de pensamentos pode gerar um livro de pensamentos... Cada pensamento pode originar um livro...

Pode ver o ficheiro completo aqui.

domingo, 21 de maio de 2017

Seminário Internacional "As Pessoas Cegas e com baixa visão na CPLP"

Caras(os) Amigas(os),

Convido todas(os) que têm interesse nesta matéria, cujo Programa e Cartaz se encontra no link em baixo.
Nos próximos dias 1, 2 e 3 de junho de 2017 realiza-se o Seminário Internacional “As Pessoas Cegas e com Baixa Visão na CPLP: Educomunicação Inclusiva em Intervenção Precoce, Vida e Empregabilidade, Desafios e Propostas no Século XXI”, no Auditório Agostinho da Silva na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa.
Venho pedir também a vossa ajuda na divulgação deste Evento, bastando que, para isso, partilhem este Convite, o Programa e Cartaz do Evento.
Aceite o nosso Convite:
Inscreva-se neste evento, partilhe-o o mais possível e venha participar connosco nele, num saudável caminho científico, pedagógico e cultural da inclusão social.
Não esqueça que “Em cada olhar diferente há uma vitalidade sinergética e intercultural a equacionar para o caminho da inclusão…”, que “É nos olhares das diferenças que nasce o caminho da inclusão.” e que “É no caminho da inclusão que frutifica a generosidade, a dignidade e a humanização.” (Guerreiro, 2017)

. INSCRIÇÕES:
(Gratuito, sendo a inscrição obrigatória para a receção da documentação e do Diploma de Participação) em: http://educomunicacao.ulusofona.pt


sábado, 22 de abril de 2017

Os meus votos de Boa Páscoa 2017 para todas(os)!
(A Páscoa acontece todos os dias!)

As efemérides, o assinalar e o comemorar Dias Nacionais e Mundiais, as memórias que, desde o fundo dos tempos, atravessam a História dos tempos… são realidades que, nos diferentes contextos, nos despertam e nos fazem olhar bem cá dentro… e inventar e refinar processos de intervenção para o Bem-Estar à nossa volta e no mundo.
Eu, sempre que me acho neste contexto, sinto-me mais útil e feliz. Por isso, hoje, neste contexto, aqui me recolho e reconforto; aqui me retempero e reencontro; aqui me reconcilio com o mundo da vida e comigo próprio, e me revitalizo para o confronto com as adversidades e intempéries sociais por que vamos passando e procurando vencer as agruras e surpresas mais complexas que nos atormentam… mas que só podemos encará-las e agradecê-las como fortalecimento da nossa “Cruz” na caminhada viva e única, de cuja vital e fecunda singularidade nunca podemos desistir.
A Páscoa coloca-nos neste contexto.
Boa Páscoa a todas e a todos, amigas e amigos, com paz, indulgência e revitalização espiritual.


(Augusto Deodato Guerreiro, Lisboa: 14 de abril de 2017).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Algumas Reflexões contextualizadas na Arguição da singular e promissora Tese de Doutoramento, “A Infocomunicação em Harmonia com a Musicografia Braille: Proposta de Plataforma Digital Inclusiva”, da Investigadora Dolores Tomé, defendida, com o justo êxito, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no dia 6 de janeiro de 2017:

Tiflografia

«A tiflografia é um processo tátil graficofonético e intelectossocial específico para uso literácito das pessoas cegas, cuja viagem tem a sua génese em engenhosas tentativas muito recuadas no tempo, que prossegue o seu caminho de aperfeiçoamento e justificação até aos nossos dias, vindo a materializar-se e a implementar-se através de sucessivas etapas de progresso, desde a representação manual de carateres – em relevo linear (Haüy) e por meio de pontos salientes dispostos sistematicamente (Serre e Braille) -, passando pela sua representação mecânica (a datiflografia em máquinas especialmente concebidas para tal), até às atuais formas de representação em suporte digital, cada vez mais sofisticadas e precisas em acessibilidade e usabilidade, estado de graça este sustentado e disponibilizado pelos ilimitados recursos tiflotecnológicos
(Augusto Deodato Guerreiro, lembrando o genial inventor Louis Braille, 165 anos após a sua partida física, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto: 6 de janeiro de 2017).

«São as ferramentas humanas formais e vitais da vida que às vezes menosprezamos, as imprescindíveis ao relacionamento e interação, à sociocomunicabilidade e à competência infocomunicacional e sociocognitiva, à generosidade e culto da gratidão, mas que são também aquelas que nos perseguem e nunca nos abandonam enquanto a nossa conscientização dessa real necessidade não estiver em plena ação operacional e funcional.»

(Augusto Deodato Guerreiro, pensado e escrito no Hospital da Luz, em Lisboa, em 28 de dezembro de 2016, e contextualizado na arguição da Tese de Doutoramento da investigadora Dolores Tomé, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no dia 6 de janeiro de 2017).

«Há vidas que são livros de magnífica e frutífera instrução e de sublime humanização da vida. Há vidas que são esses livros, mas que se ignoram ou abandonam e se deixam fechar para sempre no insondável e intransponível harmatismo da morte.»

Dolores Tomé homenageou cientificamente um grande livro, o seu saudoso pai!

«Augusto Deodato Guerreiro, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 6 de Janeiro de 2017»

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Fundação Liga - 60 Anos, a Celebrar o Prazer de Existir

«“No Prazer de Existir”, a Humanização da Vida»
Augusto Deodato Guerreiro
(Blog: deodatoguerreiro.blogspot.pt)

Resumo:
    
Ser feliz é ter prazer no existir. O grande psiquiatra, psicanalista, pedagogo, investigador e humanista João dos Santos era feliz na sua naturalidade humanística, no seu saber humano e científico, na sua determinação e competência investigacional, na sua destemida ação e atuação interventiva, fomentando e promovendo investigação e desenvolvimento para o bem-estar e qualidade de vida à sua volta, muito em especial dos detentores de problemáticas severas da deficiência, que os condicionam ou impedem na sua sobrevivência normal, para poderem viver uma vida análoga à das pessoas epitetadas de escorreitas.
Amar é humanizar a vida. João dos Santos empenhou-se, com inegável e bem visível desempenho e êxito, na humanização da vida, acordando consciências e despertando comportamentos, assim criando e implementando metodologias estratégicas e humanas para o acolhimento e proteção, educação e formação dos cidadãos mais frágeis e carenciados de intervenção precoce, na infância e ao longo da vida (incluindo as respetivas famílias), deste modo propugnando pela cidadania e equidade em direitos e oportunidades no bem-estar biopsicossocial e qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos com graves incapacidades e desvantagens sociais.
Amar e ser feliz é um privilégio humano e conceptual que nos acompanha e caracteriza desde o fundo dos tempos, mas em que temos por vezes dificuldade em embarcar e fazer dela o comboio em andamento permanente e vital das nossas vidas… da existência de todos nós. João dos Santos soube entrar e entrou nesse comboio, redimensionou-lhe a locomotiva (nela colocando a sua enérgica compassividade e um vigoroso motor coevolutivo) e algumas carruagens abandonadas ou esquecidas (dotando-as da classe conforto e das específicas acessibilidade e usabilidade), para que nelas todos, sem exceção, possam viajar tranquilamente e na igualdade em cidadania, direitos, deveres e circunstâncias.     
Para que haja prazer no existir, temos de ter sensibilidade, capacidade e competência, vontade e querer, determinação e irreversibilidade de ação e atuação para sabermos condensar e concretizar virtudes afetivo-emocionais e/ou valências humanas férteis (consciências que acordamos e sequentes comportamentos que despertamos) para provocar e motivar, promover e compartilhar saberes e felicidade à nossa volta. Ninguém consegue ser feliz com infelicidade em seu redor. Só há felicidade se a semearmos e a cultivarmos à nossa volta.

«O segredo da felicidade está na liberdade e na verdade, na coragem e no compromisso humano para, de forma abnegada e natural, entendermos e incorporarmos em nós mesmos, promovermos e partilharmos no meio envolvente esse polinómio em interajuda permanente com os que, pelo menos de algum modo e independentemente das suas desvantagens ou maleitas, interagem connosco… ou fazemos interagir consigo próprios, connosco, com a vida.»
 (Guerreiro, A. Deodato, Feijó: 25 de Junho de 2011).

Para humanizarmos a vida temos de ser capazes de conciliar, enérgica e entusiasticamente, todas estas sinergias (endógenas e exógenas), valorizando, eticizando e solidarizando-nos na invenção e partilha de metodologias estratégicas e humanas interventivas para nos humanizarmos mais e humanizarmos mais a vida.
Amar e fazer amar é humanizar a vida e, assumindo de maneira indómita e interventiva essa prerrogativa, ser feliz é ter inquestionável prazer no existir.
Só amamos a vida e temos prazer no existir,
a) Sobrepondo a generosidade e a gratidão, a inteligência emocional e a salutar promoção da consensualidade, a justiça e a paz às intempéries da desordem e dos desentendimentos, dos totalitarismos e fundamentalismos...
b) Sobrepondo, implicitamente também, o amor e os afetos, a liberdade e a verdade, a esperança e a tranquilidade, a solidariedade e a partilha aos egoísmos, oportunismos e avarezas...

«Para que a humanidade se ache em dignidade e frutifique em amor neste mundo de dúvida, complexo e perplexo, só temos que amar e fazer amar! Mas para que este sentimento dinamizador, ou este sentimento e esta ação intrinsecados um no outro resultem, temos de alicerçar esta realidade, o amar e fazer amar, numa determinação segura e disciplinadora, impulsionadora e reguladora desta convicção ativa e benéfica»
(Guerreiro, A. Deodato, Lisboa: 20 de Setembro de 2011).
«O mal escondido na grande maioria dos corações humanos pode surpreender-nos nas mais diversas formas. Porque temos, numa generalidade, uma natural tendência para a crueldade (por sermos essencialmente maus), essa natureza cruel só é minimizável através da reflectida e séria celebração estratégica de pactos sociais e políticos, educomunicacionais e culturais, pedagógicos e de sensibilização pública, para o estabelecimento de entendimentos na ética e humanização da vida.»

(Guerreiro, A. Deodato, Feijó: 10 de Julho de 2012).
“O prazer de existir está na naturalidade do amar e do fazer amar”.
(Guerreiro, A. Deodato, Lisboa: 10 de Outubro de 2016).

domingo, 4 de setembro de 2016

Querida Família,

Leiam o anexo, por favor. É um poema (com duas estrofes de dez versos cada, cada verso com sete sílabas) bem elucidativo da comemoração que hoje, embora com uns dias de atraso, temos a inesperada possibilidade e alegria de assinalar juntos.

Fez 32 anos (no passado dia 18 de agosto) que eu e a minha metade nos conhecemos e nos unimos na vida, por naturais e doces imperativos do amor, coração e razão.
Fez 30 anos (no passado dia 10 de agosto) que casámos pelo Registo Civil, dado que se revelou de Clareza na nossa relação.
Fez 25 anos (no passado dia 10 de agosto) que casámos pela Igreja, facto que nos revelou toda a Certeza na nossa relação.
Fez 30 anos (no passado dia 1 de agosto) o nosso 1º Futuro, a nossa 1ª Etapa de prolongamento na vida, o nosso filho Ruben.
Fez 26 anos (no passado dia 9 de julho) o nosso 2º Futuro, a nossa 2ª Etapa de prolongamento na vida, o nosso filho Samuel.
Por tudo isso, surgiu hoje a hipótese, Graças a Deus, de podermos celebrar em Fátima, sob a Bênção de Nossa Senhora, as nossa "Bodas de Prata" (de casamento religioso), com a nossa Querida Família, uns que podem estar presentes fisicamente, outros que, por circunstâncias impeditivas, só podem estar em pensamento, outros que só estarão espiritualmente.
Os nossos Padrinhos dos dois Casamentos (do Civil e da Igreja) estão presentes, o que se traduz numa Honra e numa Felicidade imensas para nós, para todos.

Celebrando Três Datas e Dois Futuros

Conhecemo-nos um Dia…

Era agosto em águas largas…
A Papoila! Flor tão bela!...
Casamentos de surpresa,
P’lo Civil e pela Igreja,
Dando à luz duas Etapas…
Que sorriem mais beleza,
Dois Futuros de alegria
Que nos dão mais cor à vida,
Mais amor e poesia…

Celebramos neste dia
Dois Futuros e três Datas:
Trinta e dois anos em Festa,
Desses, trinta são clareza,
Vinte e cinco são certeza.
Tão felizes nestes Mapas…
Somos gratos p’la riqueza
Num orar mais harmonia
A rezar à Maravilha
Numa Santa Eucaristia!

(ADG, Fátima: 4 de setembro de 2016)



Um Beijinho Grande a todos. Até logo.

Augusto Deodato e Maria de Lurdes